Encuentro de Educadorxs de Museos "En caso de desborde, reconstruir la luna" 24-27/11/2020

18.11.2020

Encontro latinoamericano com a participação da doutoranda Moana Soto (a convite) na Mesa de diálogo Revoluções Lunares: Vamos desaprender juntos. Para transformar, é preciso questionar nossas práticas, criticá-las, apontar o que não funciona e destacar o que é possível. Qual é o caminho que a prática museológica deve percorrer em 2021?

Data: 24 a 27 de novembro de 2020
Contato: educadorxsdemuseos@gmail.com
Mais informações: educadorxs.org 
Inscrições: 

A urgência do trabalho educativo para o reconhecimento e transformação de suas práticas requer não apenas uma explosão, mas maneiras compassivas em que revelamos um presente próprio e comum.

O Encuentro de Educadorxs de Museos é um apelo ao conhecimento que ativa e afeta além de um espaço que, na quietude, transbordou. É um encontro que abraça erros, sonhos, resistências, paradoxos, aspirações, irreverência, emoções, fracassos, aquilo que nos quebra, nos arma e nos une.

A confusão e o caos deste presente nada mais são do que a sorte de agir a partir do esperança por tudo o que é possível. “Em caso de transbordamento, reconstruir a lua” é a nova edição do Encontro, dedicada a ser, fazer, incitar, tornar-se outro, inesperado, intencional, responsável, estranho, radical, juntxs.

Construir a partir da possibilidade, disputar a posição de que falamos, questionar o que é dado como certo, questionar com um propósito, assumir-nos como agentes de mudança, afirmar um e outro com os outros, examinar nossos planos, erros e falhas, refletir da ação , acolha nossas ignorâncias, avalie o porquê e como de nossas revoluções, assuma compromissos, reconheça nossa humanidade na companhia (Primeiro Encuentro de Educadorxs de Museos, 2020) são ações a partir das quais implantamos e repensamos nossos termos, contamos nossas histórias e questionamos nossos caminhos.

O Encontro terá um ciclo de quatro fases, uma por dia:

• Formas, estratégias, repensando sobre educação e mediação

• Trabalho inclusivo e ampliado com as comunidades

• Profissionalização e projeção da nossa prática

• Outras práticas possíveis

EM CASO DE ESTOURO, RECONSTRUA A LUA

As reflexões, desconfortos e buscas que empreendemos nos encontros de colegas em preparação ao Encontro coincidem com o trabalho de muitas outras pessoas que nos precederam e cuja navegação não está necessariamente ligada à educação museológica.

Em especial, a obra da poetisa e teórica feminista Gloria Anzaldúa inspirou o título e o sentimento desta edição: No caminho do conhecimento para a justiça social, Coyolxauhqui, deusa da lua, é o símbolo de um processo necessário e curativo de fragmentação (não saber, confrontar, discordar) de nossa perspectiva de mundo que torna possível a reparação e o repensar pessoal e coletivo.

É assim que o transbordamento do museu em tempos incertos e difíceis, como foi este ano, não se mostra como rendição, mas como possibilidade deste encontro.

NAVEGANTES E ASTRONAUTXS

O planejamento e desenvolvimento do Encontro foram realizados de forma colaborativa, convocando a participação de educadores e profissionais que projetam, colaboram e estudam experiências de aprendizagem dentro ou por trás das salas de museus; desta forma, já aderiram Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Estados Unidos, México, Espanha e Peru.

Aqueles que estiveram antes de nós, aqueles que continuam a sacudir os museus e aqueles que descobriram nas trevas caminhos de viajar fundamentaram a ideia deste encontro. Nossas histórias e experiências são enriquecidas e construídas no relacionamento com outras pessoas.

Essas vertentes têm sido formadas por narradores, artistxs, guias, disruptorxs, agitadorxs, cuidadorxs, construtorxs, educadorxs, que, localizados em diferentes pontos geográficos e em outros tempos, confrontam e conciliam o que pode ser uma educação em museus que atua, que provoca, que capacita, que emancipa, que importa.

COMECE A EXPLORAÇÃO. FORMATO DO ENCONTRO

“O encontro é uma proposta para cruzar distâncias pré-existentes; é um convite a habitar na intimidade da proximidade e na tensão do conflito. Indica a possibilidade de exploração” (Altés, 2015). Cada um dos quatro dias do Encontro consistirá no mesmo número de atividades: mesa de diálogo, aberta a todos os públicos e transmitida ao vivo; e três atividades de capacidade limitada.

Teremos conversas gratuitas, workshops e grupos de produção, sessões de brainstorming e outras atividades, como speed dating, aviso de ocasião e caixa de perguntas. Os participantes farão essa exploração acompanhados de um kit digital para realizar descobertas no seu tempo e no seu rastro. Além disso, será feito um registo colaborativo entre facilitadores, palestrantes, oficinas, colaboradores, participantes, que resultarão nas memórias deste Encontro.

ENTRE MAR E CÉU, NOS VEMOS EM BREVE!

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